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20 de nov. de 2016

FOI DEUS!


Foi Deus!

Queria ter o poder de criar um ser humano.

Invejo quem o fez, empolgou-se e criou tantos.
Para tristeza e meu espanto fiquei de fora.
Apenas um queria, do jeito que imagino seria.
Tipo fado de Amália Rodrigues que pôs estrelas no céu!
Me deixou sem fim, pôs nada em mim.
Imaginei mais que o Criador.
Pensei-te perfeito… Que dor!

Por um nada, um talvez, fiquei sem vez.
Se a lágrima corre-se, lavaria a alma.
Secou-se no deserto que um dia floriu.
No peito as penas voam a cantar.
O fado triste se mistura a amargura.
O peito me bate tal cadência ao vento.
Olho o firmamento a esperar.
O que criastes e não me quer dar.

As estrelas firmam no céu, o meu olhar.
Neste vácuo a vagar.
Quisera eu tivesse o dom, de criar-te.
Me entenderias por fim.
O fado terminaria diferente e não seria assim.
Pois a tudo destes par.
Neste espaço sem fim.
Por que então, esquecestes de mim?
Não fui eu!
Foi Deus!

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